Capa » Artigos » Terceira onda missionária

Terceira onda missionária

O movimento evangélico indígena tem crescido nessa última década, fruto de anos de trabalho de irmãos que, ouvindo a voz do Senhor, se colocaram à sua disposição para a tarefa.Indigenas_Site_CONPLEI

O trabalho evangélico nas tribos brasileiras sempre foi acompanhado de muito sacrifício e perseguição, especialmente daqueles que dizem ser o defensor dos povos tribais, de modo que algumas organizações, principalmente as estrangeiras, ficaram impedidas de permanecer na área indígena com alegação que estavam estragando a cultura.

Em um segundo momento, os próprios nacionais se despertaram e levantaram-se para realizar essa grande tarefa. Estes também foram impedidos com a mesma alegação de que estavam tirando e mudando a cultura do índio. Como conseqüência, muitos tiveram que sair, não podendo dar continuidade ao seu trabalho.

Porém, o nosso Deus é muito criativo. Ele, pela sua graça e misericórdia, levantou os próprios indígenas para realizar sua obra entre os indígenas. Embora pareça tão simples, é esse momento que temos chamado de “terceira onda missionária”.

Aqueles que se levantarem para essa tarefa devem considerar algumas coisas:

– O indígena que for trabalhar com outros povos que não o seu, vai encontra alguns desafios como, por exemplo, a aprendizagem da língua;

– Saudades de seus familiares e amigos;

– O contexto vai ser diferente e ele vai ter que as adaptar a esta nova situação.

O que nos anima nisso tudo é que o indígena tem muitas vantagens em relação ao não indígena: na área de alimentação, jeito de dormir e no aprendizado de outra língua. Só o fato de ser indígena já quebra aquela barreira inicial e isso é muito real.

O Conplei segue hoje com mais de 1200 líderes associados e 48 nações participantes em seus congressos e, com certeza, começa uma nova história no sentido de fortalecimento das igrejas tribais e lideranças autóctones [genuinamente indígena].

Queremos ver as nações serem alcançadas com o amor de Deus, como não foram nesses últimos 100 em que não houve presença evangélica entre elas.

    • Sobre o autor(a):

    • Henrique Terena

      é presidente do Conselho Nacional de Pastores e Líderes Indígenas (CONPLEI), que é parceiro de Mãos Dadas.
O movimento evangélico indígena tem crescido nessa última década, fruto de anos de trabalho de irmãos que, ouvindo a voz do Senhor, se colocaram à sua disposição para a tarefa. O trabalho evangélico nas tribos brasileiras sempre foi acompanhado de muito sacrifício e perseguição, especialmente daqueles que dizem ser o defensor dos povos tribais, de modo que algumas organizações, principalmente as estrangeiras, ficaram impedidas de permanecer na área indígena com alegação que estavam estragando a cultura. Em um segundo momento, os próprios nacionais se despertaram e levantaram-se para realizar essa grande tarefa. Estes também foram impedidos com a mesma alegação ...

Revisão

Avalie: Seja o primeiro a avaliar
0

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*