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Pesquisa revela intolerância às diferenças

DiscriminacaoRacial-LarinaredeBlogstpotPesquisa divulgada no último dia 17 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), financiada pelo Ministério da Educação (MEC), mostra que alunos de escolas públicas, em todo o País, têm preconceito contra negros, portadores de necessidades especiais e homossexuais.

Entre alunos, pais de estudantes e funcionários de unidades municipais, estaduais e federais de ensino entrevistados, 99% afirmam alimentar algum tipo de discriminação. Dos 18.600 ouvidos, 96,5% admitiram ter preconceito contra pessoas com deficiência; 94,2% assumiram discriminação contra etnias e raças; e 87,3% recriminam pessoas devido à sua orientação sexual.

O estudo indica que, por meio das crenças, valores e atitudes, todos os públicos entrevistados mostram que o preconceito é uma constante nas salas de aula, resultando, muitas vezes, em agressões físicas e verbais.

Além de 15mil alunos com idades a partir de 14 anos, foi entrevistada uma parcela dos pais desses estudantes, diretores das escolas, professores e funcionários das instituições de ensino. Os resultados indicam que, além de nutrir o preconceito, os entrevistados evitam o contato com as vítimas. Isso significa que meninos e meninas com algum tipo de deficiência, de raças discriminadas, pobres ou homossexuais são excluídos em brincadeiras, no recreio ou até em trabalho na sala de aula, o que dificulta a socialização, podendo acarretar sérias consequências, como baixa autoestima, problemas na aprendizagem e, até mesmo, o abandono dos estudos. É a primeira vez que se faz uma pesquisa abordando preconceito e discriminação de forma tão abrangente no Brasil.

Fonte: Estado de Minas (MG), de 18/06/2009
Compilado pela 
Agência de Notícias dos Direitos da Infância – ANDI
Imegem: 
larinarede.blogspot.com

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