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Mortalidade infantil cai 30% em 10 anos

No período de 2000 a 2009, houve uma redução de 30% na taxa de mortalidade infantil — crianças com menos de 1 ano — 21,2 óbitos para 14,8, a cada mil nascidos, e de 29,7% para crianças até 5 anos de idade. Esses e outros dados relativos a crianças e adolescentes constam do 3º Relatório “Um Brasil para as Crianças e Adolescentes”, apresentado ontem pela Fundação Abrinq – Save the Children.

Embora as taxas de mortalidade infantil e na infância denotem redução positiva, esses números ainda estão longe do alcance das metas do documento “Um Mundo para as Crianças”, assinado pelo Brasil, em 2002, na Assembleia da ONU – Organização das Nações Unidas.

“Seria necessário que a redução tivesse alcançado o percentual de 66% para o cumprimento das diretrizes do documento”, explica Denise Cesario, gerente de Programas e Projetos da Fundação Abrinq – Save the Children.

Outro dado importante revelado pelo Relatório da Fundação Abrinq – Save the Children: de 1999 a 2008, o percentual de crianças de até 6 meses alimentadas exclusivamente com leite materno aumentou em 320%.

Na Educação, o documento destaca que 95% dos 27,5 milhões de crianças e adolescentes brasileiros têm acesso ao ensino fundamental. Ou seja, cerca de 26 milhões de crianças.

A análise realizada pela Fundação Abrinq – Save the Children mostra ainda que, em 2001, 3 milhões de crianças e adolescentes de 10 a 15 anos trabalhavam. Em 2009, este número caiu para 2 milhões, resultando em uma redução de 33% no trabalho infantil.

Segundo Denise Cesario, os avanços obtidos neste período são significativos. “No entanto, é preciso voltar nossa atenção para os desafios relacionados à qualidade da educação e ao aumento do acesso ao ensino infantil entre outros. É necessário, ainda, acelerar os investimentos em novas creches – um direito das crianças e também das famílias”, destaca a executiva.

Fonte: Fundação Abrinq – Mortalidade infantil cai 30% em 10 anos

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