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HISTÓRIA DE ORAÇÃO

Deus responde as nossas orações. Jesus nos ensinou isto! “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” Mt 7.11. Mas nem sempre a resposta é imediata. A oração da minha avó Sebastiana – feita em favor de sua filha de 6 meses, levou 70 anos para ser respondida! E tem também aquelas petições que ele responde imediatamente como a resposta que Jesus deu ao ladrão durante sua crucificação: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”.

Este é um relato de resposta imediata. Em junho de 2008, no Projeto Três Corações, localizado no bairro Liberdade, São Paulo, capital, 30 adolescentes da Fundação Casa se reuniram para orar em favor das crianças do mundo. O Projeto Três Corações, mantido pelo Exército de Salvação, tinha o propósito de oferecer capacitações para adolescentes cuja trajetória os colocara em conflito com a lei. Estavam ali para cumprir medidas socioeducativas no programa de liberdade assistida do estado de São Paulo.

O Mutirão Mundial de Oração pelas Crianças e Adolescentes Socialmente Vulneráveis daquele ano tinha como tema a passagem de Mateus 25.35 e 36: “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destesme de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.”  E contido no material da campanha de oração daquele ano liam-se as seguintes instruções:

“As crianças precisam de roupas, abrigo e segurança. Precisam do apoio de uma família e da oportunidade de estudar. Porém, muitas vivem sem isso. Jesus pede uma resposta prática e cristãos ao redor do mundo estão estendendo a mão e fazendo a diferença.  Ore pelas crianças que passam dias e até noites nas ruas. Ore por segurança e  oportunidades. Ore pelas crianças que tentam cuidar de si mesmas – e dos irmãos – sem a ajuda dos pais.  Agradeça a Deus por ser nosso provedor e por usar seu povo para suprir as necessidades de crianças vulneráveis.”

Milka, atual coordenadora do projeto, conta que os adolescentes leva
ram a sério este momento de oração.  Quinze minutos depois das orações, a campainha tocou. Era uma turma do Colégio Júlio Verne, dali, do próprio bairro, que queria fazer uma doação de agasalhos e precisava de ajuda dos adolescentes para distribuí-los. “Eles se sentiram importantes de serem envolvidos pelo pessoal do colégio. E mais, sentiram-se importantes porque  Deus tinha atendido suas orações. ‘Meu, a gente orou e as roupas vieram!” lembra MIlka.

É fácil para alguns atribuir este acontecimento à mera coincidência. Para os adolescentes este foi um momento de pedagogia divina: Deus nos ouve! Um momento que com certeza repercutiu na eternidade.

Elsie B. C. Gilbert

Este artigo foi publicado originalmente no Guia Mundial de Oração 2016. Para acessar o Guia, clique aqui!

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