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A Europa precisa de crianças

Familia-Quadro_A_Familia-Tarcila_AmaralA Europa está imersa em um inverno demográfico sem precedentes, com um olhar sem esperança e um futuro catastrófico, de acordo com o Instituto de Políticas Familiares (IPF), que apresentou um relatório ao Parlamento Europeu na quarta-feira.

Segundo o relatório, “a população em idade avançada, a crítica taxa de natalidade, o aumento dos abortos, o colapso do casamento, a explosão de rupturas familiares e o esvaziamento dos lares são os principais problemas dos europeus.”

“A Europa está em uma encruzilhada histórica: ou ela estabelece um compromisso real e integral pelas famílias, pela maternidade e a infância, ou mantém o auxílio insuficiente que tem causado o olhar sem esperança com perspectivas catastróficas para o futuro próximo”, informa Eduardo Hertfelder, presidente do Instituto, durante a apresentação.

Dados mostram como têm piorado os indicadores de população, taxa de natalidade, casamentos e dissolução de famílias e lares nos últimos 28 anos.

Pessoas com mais de 65 anos já superam por mais de 6,5 milhões as crianças com menos de 14, e a cada ano menos crianças nascem.

Além disso, de acordo com o Instituto de Políticas Familiares, há “um colapso nos casamentos, com cada vez menos matrimônios e mais separações – um milhão de divórcios ao ano – e com lares sendo esvaziados; dois em cada três lares europeus não tem crianças.”

Conseqüências óbvias
O presidente do IPF afirma que isto “está causando efeitos evidentes, tanto na esfera econômica, quanto na social.”

Ele explica: “Na esfera econômica há um aumento nos gastos públicos, por causa da avançada idade da população, com o aumento nos investimentos direcionados a pensões e despesas com saúde. Gastos que, somados aos efeitos gerados pela queda da receita pública graças à queda na taxa de natalidade, pode acabar causando a redução/eliminação dos empréstimos sociais e, por fim, a falência do Estado.”

Em relação aos efeitos sociais, Hertfelder observou que “uma sociedade desestruturada está surgindo com grande intensidade por causa da desintegração da vida familiar, com casas cada vez mais solitárias, com o crescente individualismo e uma perda de valores e referenciais que tornam possível a coesão social”.

Se a tendência não for interrompida, em 2050 a população européia terá perdido 27,3 milhões de pessoas, uma em cada três pessoas terá mais de 65 anos e apenas uma em cada oito pessoas terá menos de 15 anos, enquanto que a média de idade será 46,7.

Em relação ao aborto, o IPF falou de uma “explosão” – 28 milhões de abortos na União Européia desde 1990, tornando-se a maior causa de mortalidade na Europa.

No entanto, hoje, os apresentadores acrescentaram, “A Europa progressivamente aloca menos dinheiro para a família: a ajuda destinada às famílias não só baixou até 2,1% do PIB ao longo dos últimos 10 anos, mas, além disso, tem diminuído o seu peso em relação aos gastos sociais, mal atingindo um euro por pessoa.”

Uma “conscientização crescente” é necessária, Hertfelder declarou, assim como termos “tanto a Comissão (Européia), bem como o Parlamento (Europeu) promovendo apoio à família, à maternidade e à conciliação do trabalho e da vida familiar como a resposta para o inverno demográfico”.

Leia mais:
– Acesse o site do Instituto de Políticas Familiares (IPF): www.ipfe.org
– Leia o relatório Evolução da Família na Europa (em espanhol)

Fonte: www.zenit.org
Tradução: Missão Base – 
www.base.org.br

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